Emoção é cada vez mais estudada por especialistas
O mal do século. A vilã dos anos 2000. O desafio a ser vencido pelas novas gerações. A ansiedade, decididamente, parece ser a protagonista da vida moderna.
No geral, o termo tem várias definições nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação emocional e sensação de estar em perigo e em estado de alerta, com o corpo escolhendo entre os instintos primitivos de fugir ou lutar.
Segundo uma matéria do Portal Uol, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que no primeiro ano da pandemia de Covid-19, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25%. Além disso, segundo a mesma pesquisa, o Brasil é o país mais ansioso do mundo: aproximadamente 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade patológica. Em seguida, aparece o Paraguai (7,6%), Noruega (7,4%), Nova Zelândia (7,3%) e Austrália (7%). Com certeza, dados que nos alertam sobre a importância do tema!
Por dentro do problema
A ansiedade, em sua forma primitiva como emoção, tem seu lado bom. Ela é capaz de nos impulsionar a buscar conquistas, nos ajuda na defesa frente a situações-limite e permitiu ao ser humano sobreviver a inúmeros perigos em função da sua capacidade de detectar ameaças. O problema acontece quando a ansiedade se desequilibra em nosso corpo e começa a atingir o estado de crônica.
Imagine um ser humano, 24 horas por dia, em estado de alerta, como um bujão prestes a explodir ou um fio desencapado esperando apenas uma faísca! É claro que isso não poderia ser benéfico para o corpo e muito menos para a mente. A verdade é que todos estamos sobrecarregados e nossas emoções tendem a responder a isso.
A ansiedade pode evoluir para três enfermidades mais comuns: o Transtorno de Ansiedade Generalizada, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e a Síndrome do Pânico, além de influenciar no desenvolvimento da depressão. Seus sintomas variam de pessoa para pessoa, mas é possível notar semelhanças nos principais efeitos que ela possui no corpo, que incluem falta de ar, palpitações, coração acelerado, náuseas, suor excessivo, dor de cabeça e alteração dos hábitos intestinais.
Medidas práticas
Considerando que a ansiedade atingiu um desequilíbrio em nossa rotina moderna, será que poderíamos desaprendê-la e buscar um novo caminho, mais calmo, mais consciente e presente ao momento do agora? Vamos a algumas medidas práticas indicadas por especialistas!
Organização
Se organizamos nosso dia e semana, sabemos exatamente o que fazer, quando e onde. Essa é uma das principais medidas contra a ansiedade, tornando tudo mais calmo e nos lembrando de coisas que estão sob nosso controle.

Autoconhecimento
Como você reage frente a situações de alta pressão? Quais são seus gatilhos para ficar mais estressado e ansioso? O que te faz feliz e te deixa relaxado? Se autoconhecer é uma das melhores maneiras para tomar as rédeas de como você está reagindo ao que o mundo faz de errado.

A respiração é uma aliada
Estudos apontam como o ritmo e intensidade de nossa respiração agem na oxigenação do cérebro e, consequentemente, em nossa resposta para frustrações e desafios.

Aposte nos hobbies
Quando era criança, o que você mais gostava de fazer? Quais atividades hoje lhe dão prazer? Invista em cursos manuais, esportes, atividades físicas e sociais que lhe façam sentir mais forte, alegre e calmo.

Alimentação nutritiva
Para aliviar a ansiedade, muitas pessoas recorrem à comida para eliminar a tensão. Normalmente, alimentos como doces e produtos ricos em gordura fazem com que o corpo produza serotonina. O que poucas pessoas sabem é que existem alimentos mais saudáveis que possuem o mesmo efeito, como o chocolate amargo, os peixes com ômega 3 e a castanha-do-pará.

Ajuda para aliviar os sintomas
Mesmo tentando aplicar todas essas dicas, muitos ainda se sentem profundamente ansiosos. Assim, tente prestar atenção aos seus níveis de ansiedade de forma bastante honesta. Se ver que o problema está passando do ponto e comprometendo sua forma de ver a vida e sentir satisfação, busque ajuda. Parece clichê, mas você vai ver como existem dezenas de pessoas que podem lhe ajudar, lhe entender e promover apoio de qualidade.
Nesse sentido, suas redes de apoio são importantes: família e amigos podem amparar. Se achar que precisa de outros pontos de vista, que tal buscar ajuda de profissionais? Além disso, há muitas terapias surgindo e apps e plataformas que nos conectam a profissionais de saúde mental de forma remota.
Cuide de você e busque sempre novos caminhos. E não esqueça, Malacal te ajuda na escolha e desenvolvimento das melhores práticas para a sua mente!
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